• Ana Paula Maciel Vilela

Pêndulo


Imagem Unsplash por Frederik Öhlsnder


Oscila tal qual pêndulo

Seu humor.

De um choro antecipa a saudade

A falta do cuidado e toque

E com farpas na língua

Reclama do ajuste

Cuidadoso

Do tempo conferido

Do esforço

Por ela

Para ela

Como a criança a que a si

mesma se compara com

lágrimas por instantes

Aguarda a mão em sua cabeça e

as palavras ternas.

Me canso.

Recuso.

Oscila entre o temperamento

Entre ser ela mesma

A indisposição

A doença

Como um pêndulo

Oscilo eu,

Desgastada

Decido ser, por hoje,

Suficiente.

Retorno ao meu lar

À minha vida com as coisas que

me são tão caras

Precisando também eu

De cuidados

Precisando do olhar

compreensivo

De me esconder

Por algum tempo

Dentro de seus braços

Cujo nome é amor.